50 Exemplos de
Analogias

Uma analogia é uma forma de comparação em que se estabelece uma relação de semelhança entre duas coisas distintas. É um recurso que toma uma característica que está presente em um elemento e assinala que é compartilhada por outro. Por exemplo: Buenos Aires é para a Argentina o que Brasília é para o Brasil.

A analogia é um procedimento que exprime um vínculo entre dois elementos que não são iguais mas que têm em comum algum aspecto do seu significado. Nestes casos, o emissor opta por exprimir um determinado conteúdo recorrendo a outro caso em que se produz uma relação da mesma natureza. A maneira mais frequente de formular uma analogia é: “A está para B, assim como C está para D”. Por exemplo: Ave está para ninho, assim como roedor está para caverna.

A analogia, como procedimento geral, pode ser encontrada em diferentes âmbitos do saber humano, entre eles a gramática, a linguística, a retórica, o direito, a biologia ou a geografia.

Para lembrar: Há algumas figuras retóricas que encontram seu fundamento em relações de semelhança entre dois ou mais elementos. A analogia é a base da metáfora, do símile e da alegoria, entre outras.

Exemplos de analogias

  1. A pintura é para o pincel o que a música é para os instrumentos.
  2. O sol é para o dia o que a lua é para a noite.
  3. O brinco é para a orelha o que o anel é para o dedo.
  4. Madri é para a Espanha o que Paris é para a França.
  5. Uma regra está para a geometria, assim como um garfo está para a cozinha.
  6. Escalar uma montanha é para ela o que fazer uma prova é para mim.
  7. Um capitão é para o seu navio o que um presidente é para o seu país.
  8. Sentar está para a cadeira, assim como deitar está para a cama.
  9. Um pedaço de queijo é para um rato o que o pasto é para uma vaca.
  10. Chorar está para a tristeza, assim como rir está para a alegria.
  11. Segunda-feira é para a semana o que janeiro é para o ano.
  12. Maradona é para a Argentina o que Pelé é para o Brasil.
  13. Estudar é para a infância o que trabalhar é para a idade adulta.
  14. Fogo está para o calor, assim como a brisa está para a frescura.
  15. Um livro é para um escritor o que um disco é para um músico.
  16. O motorista é para o carro o que o piloto é para o avião.
  17. A pomba é para a paz o que o coração é para o amor.
  18. A Alemanha é para a cerveja o que a França é para o vinho.
  19. O calor está para o frio, assim como a luz está para a escuridão.
  20. A música é para o som o que a literatura é para a palavra.
  1. O frio é para o inverno o que o calor é para o verão.
  2. O amor é para o ódio o que a paz é para a guerra.
  3. Um bezerro está para o touro, assim como uma criança está para o adulto.
  4. Um álamo está para a alameda, assim como uma estrela está para uma constelação.
  5. O olfato é para o nariz o que a vista é para os olhos.
  6. Cavalo está para vertebrado, assim como a minhoca está para invertebrada.
  7. Mãe está para avó, assim como pai está para avô.
  8. O artista é para o quadro o que o arquiteto é para o edifício.
  9. Uma árvore é para a floresta o que um dente é para a dentadura.
  10. O feio está para desagradável, assim como maravilhoso está para estupendo.
  11. Titã é para Saturno o que a Lua é para a Terra.
  12. Via-férrea é para o caminho o que a estrada é para o caminhão.
  13. Goleira é para o futebol o que o arco é para o basquete.
  14. O limão está para ácido, assim como o pêssego está para o doce.
  15. O Alcorão é para o islamismo o que a Bíblia é para o cristianismo.
  16. Poema é para o gênero lírico o que o conto é para o gênero narrativo.
  17. O café da manhã é para a manhã o que o jantar é para a noite.
  18. Bateria é para o baterista o que a guitarra é para o guitarrista.
  19. A galinha está para o galinheiro, assim como o cavalo está para o estábulo.
  20. Um relógio é para o tempo o que um termômetro é para o calor.

A analogia nas metáforas e símiles

Dentro da retórica, há várias figuras que utilizam a analogia para a sua construção.

Nas metáforas, comparam-se dois campos distintos através de uma relação de semelhança. Se trata-se de metáforas impuras, os dois elementos estão explicitamente presentes; nas metáforas puras, ao contrário, um substitui o outro. Por exemplo:

  1. Amor é fogo que arde sem se ver.
    Camões, Soneto 005.
  2. A carícia é uma linguagem
    Se suas carícias falam comigo
    Não quero que se calem.
    Mario Benedetti, fragmento do poema Relatório sobre Carícias
  3. Uma após a outra, em ondas mudas,
    As ovelhas voltavam para o estábulo.
    Nicanor Parra, fragmento do poema Há um dia feliz
  4. Do outro quarto lhe chegava um toque de guitarra, uma sorte de pobríssimo labirinto que se emaranhava e desatava infinitamente.
    Jorge Luis Borges, “O Fim”, em Ficção
  5. A manhãzinha voltou de ouro ao arenal.
    Ricardo Guiraldes, Don Segundo Sombra

Por outro lado, os símiles ou comparações são figuras nas quais se estabelece também uma relação de analogia entre dois elementos, mas, ao contrário da metáfora, faz-se através da utilização de um nexo comparativo. Por exemplo:

  1. O campo
    de oliveiras
    abre e fecha
    como um leque.
  2. A noite nova é como uma asa sobre seus telhados.
    Jorge Luis Borges, fragmento do poema Montevidéu
  3. Tinha um violão a tiracolo; sua espada, apresilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828 e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira.
    Luis Ferrnando Veríssimo, Um certo Capitão Rodrigo
  4. Dar um tempo é igual a praguejar “desapareça da minha frente”
    Fabrício Carpinejar, do livro O amor esquece de começar
  5. Quando falou, cada sílaba soava tão seca, como o bater de uma máquina de escrever.
    Adolfo Bioy Casares, “O jardim dos sonhos”, em Histórias de Amor

Outras figuras retóricas

As figuras de linguagem ou de estilo são formas não convencionais de usar as palavras para torná-las mais belas, expressivas, com mais força e cor.

MetáforaÉ a identificação de um objeto real com um objeto imaginário, com o qual ele mantém uma relação de similaridade.Este lugar é um paraíso.
ComparaçãoEstabelece uma relação explícita de similaridade entre dois elementos, com base em alguma característica comum.Ficou como uma fera.
HipérboleÉ um exagero com o objetivo de intensificar, degradar ou ampliar.Estou morrendo de saudades.
PersonificaçãoÉ a atribuição de qualidades humanas a seres ou animais inanimados.As árvores choram.
AliteraçãoÉ a repetição de fonemas vocálicos ou consonantais em palavras próximas.Minha mãe me mima.
AnáforaÉ a repetição de uma ou mais palavras no início de duas ou mais frases consecutivas.Aqui estamos, aqui permaneceremos.
SinestesiaÉ a atribuição de sensações físicas a sentimentos ou a conceitos aos quais tal atribuição não corresponderia.Estávamos o doce som da flauta.
MetonímiaÉ o uso de uma palavra por outra em função de estarem ligadas por uma relação.Este ano leremos Camões.
HipérbatoAltera a ordem lógica dos elementos de uma frase.  Estrelado o céu estava.

A analogia em outros campos do saber

Existem outras áreas do conhecimento humano em que a analogia é utilizada como recurso.

No domínio do direito, por exemplo, a analogia é o método através do qual uma norma jurídica se estende a outros casos que não estavam contemplados. Assim, quando um caso é resolvido de certa forma, outro com as mesmas características deve ser resolvido da mesma forma.

Por outro lado, na biologia, a analogia se estabelece a partir das semelhanças entre partes do corpo ou estruturas que têm funções semelhantes, mas diferentes origens. Seria o caso, por exemplo, das asas de um mosquito e de uma águia.

Por último, na linguística se usa a analogia para criar novas formas, sempre com base nas semelhanças. Isto acontece, por exemplo, quando conjugamos um verbo regular a partir dos modelos de conjugação.

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Como citar?

As citações ou referências aos nossos artigos podem ser usadas de forma livre para pesquisas. Para citarnos, sugerimos utilizar as normas da ABNT NBR 14724:

ZAMBRA, Cristina. Analogias. Enciclopédia de Exemplos, 2023. Disponível em: https://www.ejemplos.co/br/analogias/. Acesso em: 22 fevereiro, 2024.

Sobre o autor

Autor: Cristina Zambra

Licenciada em Letras: Português e Literaturas da Língua Portuguesa (UNIJUÍ).

Revisado por: Márcia Killmann

Licenciatura em letras (UNISINOS, Brasil), Doutorado em Letras (Universidad Nacional del Sur).

Data de publicação: 29 junho, 2023
Última edição: 4 agosto, 2023

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