Lista de
Ciências auxiliares da química

As ciências auxiliares ou disciplinas auxiliares são aquelas que, sem se dedicarem inteiramente a uma área específica de estudo, estão ligadas a ela e auxiliam-na, pois suas possíveis aplicações contribuem para o desenvolvimento desta área de estudo.

Estas disciplinas auxiliares podem ser provenientes de diferentes campos, como no caso de outras ciências, ou podem ser disciplinas cujo objetivo específico faz parte de uma série de interesses abordados pela ciência à qual serve como auxiliar.

No primeiro caso, há uma colaboração entre ciências, enquanto no segundo caso são disciplinas criadas para explorar setores específicos do campo de estudo de uma determinada ciência, como uma subdisciplina.

Ciências auxiliares da química

As disciplinas auxiliares da química lhe proporcionam as ferramentas e os objetos de estudo necessários para enfrentar a complexidade da abordagem da matéria do universo e suas possíveis transformações, a partir de perspectivas que não são estritamente suas.

Isto pode resultar em uma nova disciplina mista ou, em vez disso, pode ocupar um lugar mais implícito e silencioso dentro da área de interesse da química.

Por exemplo, a biologia pode colaborar com a química para entrar no mundo da bioquímica, a química da vida. Da mesma forma, a matemática empresta sua linguagem lógica à química para que ela possa realizar suas operações fundamentais.

Lista de ciências auxiliares da química

  1. Agricultura. Embora pouco mencionada, a quimurgia é o resultado da cooperação entre a química e a agricultura. Esta disciplina realiza os processos de transformação de materiais agrícolas para produzir insumos industriais, combustíveis, fertilizantes e outros tipos de substâncias que podem ser usadas em vários processos de fabricação.
  2. Economia. Na composição da química industrial, uma disciplina especializada nos mecanismos de produção e fabricação de compostos pesados, como metais e outros produtos químicos comercializáveis, a economia e seu conhecimento específico sobre a produção de bens de consumo e serviços desempenham um papel importante.
  3. Biologia. A bioquímica é a disciplina resultante da colaboração entre a química e a biologia. Caracteriza-se pelo foco de seus esforços experimentais e de pesquisa em substâncias orgânicas, como a química dos processos metabólicos no corpo.
  4. Estatística. Um ramo da matemática que se preocupa com o cálculo de variações, processos aleatórios e probabilidades. A química geralmente toma emprestadas as ferramentas do cálculo estatístico para realizar a análise quantitativa de seus resultados e expressá-los em uma linguagem lógica verificável.
  5. Geologia. É uma ciência que estuda a formação dos solos e da crosta terrestre. Toma emprestado muito de seu conhecimento da química e, em troca, oferece a possibilidade de fundar uma nova ciência: a geoquímica, um ramo da química responsável pela análise da matéria que compõe os diferentes tipos de solo e, às vezes, também a água.
  1. Matemática. A contribuição da matemática para a química é fundamental, pois muitos de seus resultados são expressos em termos matemáticos, além de permitir o cálculo proporcional de substâncias e ser essencial para a experimentação em laboratório. Além disso, ela permite que a química produza gráficos e tabelas para expressar formalmente suas descobertas.
  2. Física. As colaborações entre a física e a química são numerosas e, embora possam abrir todo um campo disciplinar para o estudo da físico-química, ou seja, a análise mista da matéria a partir da perspectiva de sua constituição e de seu comportamento no ambiente, também fornece ao modelo experimental da química um número significativo de procedimentos para a separação da matéria e o conhecimento específico das forças.
  3. História. Como no caso de muitas disciplinas científicas, as contribuições da história são fundamentais para entender sua evolução ao longo do tempo e para estudar o contexto no qual os grandes expoentes do campo fizeram e publicaram suas descobertas.
  4. Astronomia. No estudo dos corpos celestes e do universo fora da Terra, a astronomia e a química trabalham em estreita colaboração para formar a astroquímica, uma ciência que investiga as reações da matéria no contexto dos mecanismos celestes e do universo distante.
  5. Mecânica quântica. Este ramo da física estuda a matéria atômica e as forças elementares que a governam. Oferece à química a oportunidade de inaugurar a química quântica, um ramo que explora e descreve a matéria em escala molecular e atômica usando a teoria do campo quântico. Neste sentido, também se vincula a outros ramos da física, como a física molecular ou a física atômica.
  1. Informática. Diversos produtos de software e hardware atendem às necessidades experimentais da química e oferecem uma solução rápida e conveniente.
  2. Engenharia. Esta ciência aplicada também tem uma estreita colaboração mútua com a química, pois enquanto a química fornece o conhecimento teórico para transformar a matéria e desenvolver suas habilidades, a engenharia oferece à química experimental a possibilidade de projetar equipamentos sob medida que permitem a realização de experimentos cada vez mais complexos e confiáveis.
  3. Engenharia de petróleo A engenharia de petróleo é um caso de colaboração especial com a química, pois juntas elas constituem a indústria do petróleo em suas várias etapas de avaliação, extração e refino de petróleo bruto em vários produtos industriais, como gasolina, plásticos e muitos outros.
  4. Nanotecnologia. Esta disciplina está na vanguarda da tecnologia e da ciência do século XXI, dando à química a oportunidade de estudar as interações das partículas atômicas, na escala em que os efeitos quânticos se tornam perceptíveis e significativos. Esta disciplina mista é conhecida como nanoquímica.
  5. Eletricidade. Esta disciplina faz parte dos interesses da química, pois se origina de seus estudos sobre o manuseio de partículas carregadas. Entretanto, também fornece à química muitos procedimentos úteis, como a eletrólise (separação de substâncias pela aplicação de eletricidade), útil para obter elementos em estado puro ou para forçar um determinado tipo de reação química.
  1. Medicina. Sua compreensão dos vários processos do corpo oferece à química orgânica inúmeras oportunidades de colocar suas teorias em prática, de modo que as duas ciências se retroalimentam constantemente.
  2. Paleontologia. A colaboração da química com a paleontologia abre um território muito interessante, pois permite a análise do efeito do tempo em vários materiais orgânicos. Por exemplo, a determinação da antiguidade de um fóssil a partir das reações químicas do carbono em sua superfície (também conhecido como “teste do carbono-14”).
  1. Ecologia. A colaboração entre a ecologia (a ciência do estudo dos ecossistemas e do meio ambiente) e a química oferece uma oportunidade de abrir o campo da química ambiental, um ramo dessa ciência cujo interesse específico é a aplicação do conhecimento do tema ao dilema urgente da preservação do meio ambiente. Chamada de “química verde”, está interessada no estudo da poluição do ar, da água e do solo, bem como nos processos para revertê-la.
  2. Farmacologia. A partir da ajuda mútua entre a farmacologia e a química, surge um campo vital para a existência humana que se refere à fabricação e ao estudo de medicamentos, maximizando sua eficácia e protegendo nosso corpo de seus efeitos colaterais. Esta disciplina é conhecida como “química farmacêutica”.
  3. Linguística. A participação da linguística na química está relacionada à nomenclatura dos compostos, muitos dos quais têm nomes derivados do latim (semelhante à biologia, que nomeia as espécies a partir do latim) ou de outros idiomas.

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ONDARSE ÁLVAREZ, Dianelys. Ciências auxiliares da química. Enciclopédia de Exemplos, 2024. Disponível em: https://www.ejemplos.co/br/ciencias-auxiliares-da-quimica/. Acesso em: 18 julho, 2024.

Sobre o autor

Autor: Dianelys Ondarse Álvarez

Licenciada em Radioquímica (Instituto Superior de Ciências e Tecnologias Aplicadas. Havana, Cuba). Doutora em Ciência e Tecnologia (Universidad Nacional de Quilmes, Buenos Aires, Argentina).

Traduzido por: Márcia Killmann

Licenciatura em letras (UNISINOS, Brasil), Doutorado em Letras (Universidad Nacional del Sur).

Data de publicação: 1 julho, 2024
Última edição: 1 julho, 2024

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